
AS PLANTAS NÃO TOLERAM MENTIRAS
Clive Backster apaixonou-se pela sua pesquisa, portanto, dedicou-se
tanto a ela e com tanto afã que pode imaginar um sem número de testes
para ampliar os seus conhecimentos sobre o fenômeno que descobrira "por
acaso".
Uma destas descobertas foi a de que "as plantas não toleram
mentiras e falsidades! E fazem questão de apontarem um "dedo duro" para as
falácias que escutam provenientes dos seres humanos.
A meta científica do teste era a de provar que "tanto as plantas
quanto as células individualizadas captavam sinais através de algum meio
de comunicação inexplicado pela ciência".
O teste
O testado foi um jornalista que seria examinado diante de uma
"banca" presidida por um "senhor filodendro".
O jornalista devia dizer sempre NÃO a partir da segunda pergunta
após ter revelado a data do seu nascimento de forma correta, pergunta
esta que incluía o que lhe ocorrera entre os anos de 1925, quando contava
7, anos e 1931.
A planta, vigorosamente, refutou todas as falsidades ouvidas.
Um psiquiatra, Dr. Aristides H. Esser repetiu o mesmo teste. Esse
psiquiatra ocupava o cargo de diretor do centro de pesquisas do Hospital
Estadual Rocklando - Orangeburg - N. York.
Na companhia de um químico, Douglas Dean, da Escola de Engenharia
de Newark, selecionou para o teste um criador de filodendros que criara
uma destas plantas a partir da semente, com um desvelo absoluto.
No que concerne às respostas falsas, o filodendro testado refutou
todas elas através do galvanômetro e o Dr. Esser, que debochara de
Backster anteriormente, foi obrigado a dobrar-se diante dos resultados da
experiência.
"Memória" Vegetal
Teste efetuado com seis alunos da escola de Clive Backster. Cada um
deles, de olhos vendados, tirou de um recipiente um papelzinho dobrado.
Um dos papéis continha a ordem de torturar e depois destruir
completamente, uma das duas plantas que estavam na sala.
O "criminoso" deveria agir em segredo e nem Backster ou qualquer um
dos seus colegas saberia a sua verdadeira identidade.
Depois de tudo feito, com o polígrafo ligado na planta
sobrevivente, esta planta através de uma manifestação feroz indicou o "assassino".
Backster excluiu do resultado desta experiência a possibilidade de
que a planta houvesse captado a culpa do assassino, uma vez que ele
assumira, sem culpas, o seu trabalho em prol da ciência.
Telepatia Incontestável
Backster passou a ser um palestrista muito requisitado.
Mesmo fazendo palestras em outros estados e locais distantes da sua
casa, não deixou de lado os testes.
Pode notar então, que existe um forte vínculo entre as plantas e
quem cuida delas: um tipo de ligação parecido com a comunhão entre as
partes ou um vínculo muito forte e que independe das distâncias ou da
proximidade da pessoa com a planta.
Com o uso do cronômetro, pode verificar que no laboratório as suas
plantas continuavam a reagir aos seus pensamentos e à sua atenção para
com elas.
De regresso de uma viagem de 24 km de Nova York, constatou que as
suas plantas manifestaram alegria pela sua volta desde o exato momento
em que, inesperadamente, decidira voltar para casa.
Se, por um acaso, nas suas palestras mostrava o retrato da Dracena,
sua "deusa" iniciadora, no laboratório ela reagia e se mostrava
exuberante na sua reação, no momento exato da exposição do seu retrato.
Perdido na balbúrdia da véspera do Ano Novo, em N. York, munido de
um caderno, caneta e cronômetro, em plena Times Square, Backster passou
a anotar os momentos nos quais emocionou, suas ações, passos que deu, a
iminência de ser pisoteado pela multidão, a discussão mantida com um
jornaleiro e outros etcéteras.
Voltando para o laboratório verificou que três das plantas sob
controle, haviam demonstrado reações similares às suas reações emocionais
nos momentos corretos, em que as vivera no Times Square.
Outro teste de monta: Backster pediu licença a uma amiga que iria
viajar de avião, em viagens aéreas que cobririam mais de 1000 km pelos
Estados unidos, para cronometrar as reações das plantas que ela prezava
às suas próprias reação emocionais durante as viagens.
Montado o teste com todos os requisitos necessários para o seu
controle científico, notou-se que as plantas reagiram às tensões emocionais
da viajante, de modo inequívoco, todas as vezes que os aviões onde ela
se encontrava iriam aterrissar.
"Há fontes filosóficas do Oriente que nos mantém informados sobre a
hipótese de uma comunicação extra temporal.
Tais fontes afirmam que o universo se encontra em equilíbrio; se
esse equilíbrio se desfizer em algum ponto, não poderemos esperar uma
centena de anos luz para detectar a anomalia e corrigi-la.
A comunicação extra temporal, essa espécie de concreção unitária de
todas as coisas vivas, poderia ser a resposta para o problema em
pauta."
Nem Backster e nem ninguém, até hoje, sabe ao certo o tipo de onda
energética que leva às plantas os sentimentos e idéias de um ser
humano.
O Dr. Howard Miller, citologista em Nova Jersey, opina por uma
"consciência celular" comum a toda vida.
Baseado nesta opinião abalizada, Backster pesquisou uma forma de
conectar eletrodos a diferentes tipos de células: amebas, paramécios,
levedo, culturas de mofo, raspas da boca humana, esperma.
A intelgiência e sagacidade maior foram demonstradas pelas células
do esperma. As células foram capazes, até, de identificarem os seus
doadores ignorando a presença de outros.
"O resultado obtido leva à hipótese de que "uma espécie de memória
total" possa integrar a simples célula. Sendo assim, talvez, o cérebro
seja apenas um mecanismo comutador - e não necessariamente um órgão de
armazenamento de lembranças." Tompkins e Bird.
"A senciência" não parece interromper-se ao nível celular. É
provável que desça ao molecular, ao atômico e mesmo ao subatômico. Todas as
coisas já convencionalmente tomadas por inanimadas podem nos impor agora
a sua reavaliação." Posteriormente, hipótese parecida recebeu os avais
do inventor e engenheiro e bioquímico Itzhak Bentov e do físico teórico
Amit Goswami.
Ciente de que só poderia despertar o interesse da ciência para as
suas descobertas se as publicasse numa publicação especializada,
expondo-as às críticas e ao conhecimento dos cientistas, Clive Backster
colocou as mãos na massa.
Financiado pela Fundação Parapsicológica da paranormal e célebre
Eileen Garret, e com a colaboração de diversos cientistas de diversas
áreas científicas, foi concebido um elaborado sistema de controles
experimentais.
O escolhido foi o seguinte: "Matar células vivas com um mecanismo
automático, num momento casual em que ninguém se encontrasse no
escritório ou adjacências e ver como as plantas reagiam."
Camarões de água salgada (vendidos para alimentação de peixes
tropicais) seriam as inocentes vítimas a serem sacrificadas no altar da
ciência.
As vítimas deveriam estar em estado ótimo de vitalidade porque já
havia sido estudado que o tecido malsão ou moribundo não age mais como
estímulo remoto e não transmite mensagens. Como descobrir a vitalidade
dos camarões? Pelo seu instinto de reprodução sempre ativo, quando estão
sempre cobrindo as fêmeas.
Os camarões seriam colocados em uma tigelinha e esta os despejaria,
automaticamente, numa panela de água fervendo. Um programador mecânico
acionaria um dispositivo num momento selecionado ao acaso e isto
impediria que Backster e seus comandados soubessem a hora exata da
ocorrência.
Considerando-se mais um ponto importante para o sucesso real da
experiência, a eventualidade de a apropria ação do mecanismo ser
registrada nos gráficos, previu-se a colocação de outras tigelas, sem camarões,
que em momentos variados deveriam despejara apenas certa quantidade de
água, nas panelas.
"As plantas selecionadas foram ligadas ao galvanômetro, três delas
em salas separadas. Um quarto galvanômetro foi plugado a uma
resistência de valor fixo para indicar as possíveis variações causadas por
intermitências no fornecimento de energia ou por perturbações
eletromagnéticas ocorridas perto ou dentro da área da experiência".
Luz e temperatura uniforme seriam mantidas em relação às cobaias e
estas seriam deixadas em paz esperando pelo início do experimento. As
plantas selecionadas foram espécies da família philodendrum cordatum,
outros espécimes desta família seriam submetidos também, a testes
sucessivos.
A Hipótese de Backster
"Existe uma percepção primária ainda não definida na vida das
plantas, que o extermínio da vida animal pode servir de estímulo localizado
para demonstrar essa capacidade perceptiva e que é possível comprovar
que a percepção das plantas funciona independentemente do envolvimento
humano". Tudo isto foi traduzido, posteriormente, para o vernáculo
científico.
Os resultados dos testes
As plantas se comportavam como de costume, reagindo
sincronizadamente ao afogamento dos camarõezinhos na água fervente. Cientistas
examinaram o sistema automatizado que lhes revelou que essa reação das plantas
se processou de forma consistente na proporção de cinco para um contra
a possibilidade do "acaso".
Foi então publicado um ensaio científico em 1968, no volume X do
The International Journal of Parapsycology, sob o título: "Evidência
sobre a percepção primária na vida vegetal".
Estava dada a partida para que outros cientistas testassem o efeito
Backster e repetissem os mesmos resultados. Foi uma verdadeira
revolução! Sete mil cientistas e 20 universidades (cientistas e alunos)
chamaram a si esta verificação e algumas fundações se ofereceram para
propiciarem o financiamento das pesquisas.
A reação pública se iniciou com um artigo pioneiro publicado pela
National Wildlife - Fev. 1969 - colocando o nome da planta Dracena
massangeana como "pop star", de sucesso absoluto, pois ela rompera a
barreira que nos separa da vida secreta das plantas.
Repercussões
Revista "Medical World News" - 21/03/1969
Texto principal: As pesquisas sobre PES encontravam-se na eminência
de conquistar a respeitabilidade científica que os estudiosos dos
fenômenos psíquicos procuram em vão, desde 1882, quando foi publicado em
Cambridge a Sociedade Britânica de Pesquisas Psíquicas.
William M. Bondurant - Fundação Maru Reynolds Babcock
"Seu trabalho indica possível existência de uma forma primária de
comunicação instantânea entre todos os seres vivos, a qual transcende as
leis físicas atualmente conhecidas por nós, e isso merece uma
investigação mais cuidadosa". Ofereceu dez mil dólares de ajuda para o
financiamento das pesquisas.
Backster prosseguiu e aprimorou o seu equipamento, com a aquisição
de eletrocardiógrafos e eletroencefalógrafos que produziam leituras
muito mais aperfeiçoadas do que as obtidas através do polígrafo e 10 vezes
mais fiéis.
Aberto o primeiro véu que nos separa do incognoscível, veio a
segunda etapa. O "ACASO", mais uma vez, propiciou a Clive Backster uma nova
fonte de pesquisas.
Tratando do seu cachorrinho, Backster estava no ato de quebrar a
casca de um ovo cru, quando uma das suas plantas (que estava "ligada"),
reagiu de forma vigorosa. Backster repetiu a dose no dia seguinte e
obteve o mesmo resultado. Nove horas se passaram com ele elaborando
gráficos pormenorizados, desta vez, tendo os eletrodos ligados no ovo.
Obteve-se a freqüência situada entre 160 e 170 batidas por minuto:
correspondente à batida do ritmo cardíaco de um embrião de galinha com três ou
quatro dias de incubação.
O interessante é que o ovo não estava "galado". Dissecando o ovo,
Backster verificou que ele não possuía estrutura física circulatória
alguma que correspondesse àquela estranha pulsação.
"O ovo parecia "ter" a um campo de força situado além do nosso
conhecimento científico". Backster não tinha mais escolha, eleito
"investigador do incognoscível" por alguém desconhecido, ao que parece,
continuava recebendo tarefas pioneiras nas quais trabalhar, vindas do
algures...
Na escola de Medicina da Universidade de Yale, Backster descobriu
experiências surpreendentes com plantas, árvores, seres humanos e
células, feitas nas décadas de 1930 e 1940 pelo falecido Professor Harold
Sexton Burr e que foram incompreendidas por todos nas épocas em que ele as
descobriu.
Estas tarefas foram transferidas, ao que parece, para as suas
próprias mãos. Entretanto, Clive Backster já realizara uma parte destes
trabalhos e agora partia, obediente, para uma outra área onde o levara ao
"enigma do ovo".
Outros seguidores seus se puseram a postos e foram, também,
colhendo sucessos com as plantas e muitos deles, descobriram por sua vez,
novas portas a serem abertas de par em par após o início das suas pesquisas
com os vegetais.
Temporariamente, partiu no rumo de uma outra importante pesquisa: a
sugerida pela simples quebra de um ovo: a origem da vida.
O Ovo Cósmico de Itzhak Bentov
Com o risco de cometer uma heresia contra a bem explicitada
hipótese do modelo do universo de Itzahk Bentov no seu livro: À Espreita do
Pêndulo Cósmico, a título de curiosidade e de forma bem sucinta, o Jornal
Infinito insere aqui uma referência ao "Ovo Cósmico" feita por Itzhak
Bentov, parte da sua hipótese cuja tese detalhada, ilustrada e
científica, acompanhada por citações ao seu trabalho de responsabilidade de
outros cientistas, se encontra no livro: à Espreita do Pêndulo Cósmico - a
mecânica da consciência. Vale a pena ler!
Muito antes do físico teórico Amit Goswami concluir que a origem da
matéria é a consciência, Bentov já havia chegado a esta conclusão.
"Engenheiro mecânico, cientista, inventor e místico, Itzahk Bentov tocou
profundamente todos os que conheceram e inspirou a muitos com a sua
sabedoria e genialidade... Ben era um aficionado das ondas e das
freqüências. Suas revelações moldavam-se por via das lentes da engenharia e de uma
paixão pela estrutura". Jean Houston - Phd.
Bentov faleceu em um acidente de avião no início da década de 80.
Itzhak Bentov cunhou um apelido para a consciência nos seus dois livros
- o Criador - apressou-se, entretanto, a explicar que o Criador é Ele/
Ela, na sua forma MANIFESTA: Ele é a EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA e Ela: Mãe
Natureza, a projetista e criadora de todas as formas, sendo cada átomo,
cada criação - o seu corpo , o corpo da natureza.
Ele/ Ela representam a consciência dividida, na forma manifesta. Na
forma IMANIFESTA os dois são UM e fazem parte de um grande número de
outras consciências criadoras de outros universos: "grandes consciências
amplas, poderosas fontes de luz nas suas formas imanifestas, e
universos físicos ativos nas suas formas manifestas", diz Bentov.
Nesta forma manifesta, a consciência possui duas polaridades, pois
"é apenas nos estados inferiores da consciência que masculino e
feminino são seres separados".
A meta primordial da criação de universos é a depuração da
consciência, a sua evolução e neste processo ela se divide e se move para
campos extremos e opostos. Na dinâmica da criação isto se faz necessário
para a formação do Ovo Cósmico, já que esta dinâmica é baseada na
interação das polaridades negativa e positiva. Uma atrai a outra para refazer o
UM, a união original, e pólos opostos se atraem mutuamente.
O Ovo Cósmico
"Se tomarmos um ovo de galinha e abrirmos nele, duas janelas com
cuidado para não danificarmos a sua membrana, uma na parte superior e
outra na inferior, e então, utilizarmos um voltímetro muito sensível,
equipado com dois eletrodos de prata, tocarmos as regiões expostas da
membrana registraremos: em cima, carga positiva e em baixo, negativa. No ovo
não fertilizado essa voltagem terá um valor constante de 2,40
milivolts".
Bentov aconselha mais duas janelas na lateral do ovo, uma oposta a
outra, constataremos que não existe nenhuma diferença de potencial
semelhante se efetuarmos uma medição.
O que isto indica? A existência de um campo elétrico "disposto ao
longo do eixo maior do ovo e que, pelos lados leste, se volta sobre si
mesmo".
Há estudos do professor Harold Saxton Burr, professor de anatomia
em Yale, sobre organismos vivos, a respeito desta área (Blue Print for
Immortality).
Burr criou o nome "campos organizadores" da vida, sustentando que
eles vêm em primeiro lugar dispondo os átomos e as moléculas do
organismo em crescimento para que modelem na forma adequada.
Bentov chama a este processo de "holograma eletromagnético" e após
considerações conclui: "Confirmando a idéia de que a nossa matéria
(nossos corpos vivos) é mantida junta, coesa, por meio de um padrão de
interferência quadridimensional".
O ovo da galinha é a analogia perfeita entre o macro e o micro,
segundo Bentov.
No ovo da galinha está refletida estrutura do universo.
Bentov fala sobre o ovo não fertilizado e sobre o galado. Neste
ovo, a espinha do pintinho irá se desenvolver ao longo da linha do campo
de organização da vida.
A natureza sempre manifesta a verdade dentro da sua criação, de
forma tão simples que não conseguimos detecta-la!
Esta é uma verdade também descoberta pelos shamans da Amazônia
peruana. (vide neste site - A Serpente Cósmica).
A consciência, a inteligência e a vida sempre estiveram juntas,
ligadas entre si e sempre estiveram presentes em toda a parte... Nós,
seres humanos, somos unidades de consciência compondo uma consciência maior
e vivemos em universos modulares - o material e o imaterial. "A forma
do nosso modelo do universo e do fluxo de matéria dentro dele lembra
muito a forma dos campos elétricos que circundam uma semente e um ovo." -
I. Bentov.
À espreita do Pêndulo Cósmico- Mecânica da Consciência -Itzahak
Bentov - Ed. Cultrix
A Vida Secreta das Plantas - Tompkins e Bird - Ed. Expressão e
Cultura.
Neste site: A Serpente Cósmica -Jeremy Narby, antropólogo.